
As dinâmicas endiabradas, as composições arrojadas, os arranjos viscerais e uma postura irreverente caracterizam este grupo ainda em busca de uma identidade e de um som transcendental, que não olha a meios nem a instrumentos para atingir um fim: o baile, o arraial, o bailarico, a festa, o movimento sem limites e a completa fusão com os dançantes e andarilhos. O material sonoro é trabalhado para fazer voar os pés e bater os corações, para contagiar os corpos com as vibrações emanadas de um palco que se quer dissolver no meio do baile, para se dançar em grupo ou a pares a nossa cultura e as muitas outras culturas; porque a cultura é participar mais do que contemplar; é intervir mais do que escutar; é para se descobrir mais do para se deixar invadir; é para se gostar naturalmente sem ter que aprender ou apreender ou forçar a gostar, só porque é cultura. As danças e os sons de Portugal e da Europa são um património inestimável de todos nós que Uxu Kalhus querem devolver aos seus donos legítimos: toda a gente.

Ao longo do baile, valsas e chotes despertam emoções em danças partilhadas a dois; círculos e Regadinhos juntam todos na mesma roda e toda a gente dança com toda a gente; Bourrées e Malhões agitam as multidões em filas e desfilas. Mazuracas e Passos dobles traem os enamorados numa dança cúmplice; danças israelitas e sérvias e austríacas levam-nos para longe daqui; Chapaloises e Saraquités despegam os pares do chão e fazem soltar risos e sorrisos; e viras e saltos bascos e Mata-Aranhas e An-dros e Branles e Polkas e mais valsas e mais chotes e mais mazuracas e ........
1 comentário:
Olá,
tenho um blogue que pretende dar a conhecer conjuntos musicais nascidos em solo luso e gostaria de saber em que ano e onde (concelho) os Uxukalhus foram formados.
Obrigado desde já.
O blogue é o Mostrai-vos.
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