massivo komé ainda se lembram da banda???
finalmente vamos tocar ao acert dia 18 de dezembro ( quem não pode, diga depressa) produção da banda e com oficina de dança.
Um beijo grande e bom natal.
Blogue do grupo de música trad-folk-rock Uxu Kalhus. Malhão, Viras, Corridinhos, círculos, mazurcas, chotiças, e muito mais, com a pureza acústica e a potência eléctrica. Harmonias arrojadas e arranjos endiabrados são a imagem de marca do grupo. Influências Afro-Jazz-Rock-Ska juntam-se ao tradicional para um resultado explosivo. NOVO CD 13 FEV :: NEW CD OUT FEB 13 2012
segunda-feira, outubro 11, 2004
sábado, outubro 02, 2004
Agenda das festas e bailaricos-trad dos próximos dias, a não perder:
dia 4 Outubro, segunda - Setúbal,IPJ
Aniversário do teatro do elefante
Programa:
17h oficina danças europeias (Joana Negrão)
21h exibição dos dois documentários do projecto "Tocadores" (Brasil - Lia Marchi)
22h30 BAILE/JAM (MÚSICOS, APAREÇAM!! Com Celina Piedade)
dia 5, terça - Setúbal
- continuação das festas no IPJ, com mais oficinas:
15h artes circenses (teatro do elefante)
16h30 cante alentejano e campaniça (Pedro Mestre)
18h ioga (Ana Luzia Cavaco)
21h canto dos parabéns e enfardamento do bolo (Todos)
22h30 mais festa (todos e + alguns)
dia 6, quarta - Évora, Sociedade Harmonia
para dar inicio da melhor forma ao ano lectivo da Pédedança
22h BAILE com Miguel Barriga, Luís Peixoto e Denys Stetsenko.
Aniversário do teatro do elefante
Programa:
17h oficina danças europeias (Joana Negrão)
21h exibição dos dois documentários do projecto "Tocadores" (Brasil - Lia Marchi)
22h30 BAILE/JAM (MÚSICOS, APAREÇAM!! Com Celina Piedade)
dia 5, terça - Setúbal
- continuação das festas no IPJ, com mais oficinas:
15h artes circenses (teatro do elefante)
16h30 cante alentejano e campaniça (Pedro Mestre)
18h ioga (Ana Luzia Cavaco)
21h canto dos parabéns e enfardamento do bolo (Todos)
22h30 mais festa (todos e + alguns)
dia 6, quarta - Évora, Sociedade Harmonia
para dar inicio da melhor forma ao ano lectivo da Pédedança
22h BAILE com Miguel Barriga, Luís Peixoto e Denys Stetsenko.
quarta-feira, setembro 22, 2004
Da música e da dança
Porque a malta anda sempre no balho, e de qualquer maneira o saber não ocupa lugar, deleitem-se com este artigo, escrito por Jorge Dias (1907-1973), acerca da evolução das formas e funções da dança e da música no portugal do séc.XX, até á década de 70, em que o artigo foi escrito. Visão transversal de um homem que dedicou a vida á etnografia portuguesa.
"Da música e da dança, como formas de expressão espontâneas populares, aos ranchos folclóricos" - Jorge Dias (1970)
Esta comunicação não é a obra de um especialista do folclore musical, mas o depoimento de um etnólogo, que nasceu nos primeiros anos deste século e teve a dita de percorrer todo o País, conhecendo a vida do campo desde muito cedo, observando muitas das transformações que se foram operando no decorrer dos últimos decénios.
Até 1922, o Entre Douro e Minho vivia numa festa permanente. Embora a alimentação da maioria fosse pobre em proteínas e noutros princípios energéticos, como consideravam isso natural e ignoravam que noutras regiões podia haver uma alimentação mais rica, não conheciam sentimentos de frustração e brotava do povo rural uma alegria franca e irreprimível.
Aos domingos e dias de festa dançava-se nos largos e terreiros, por toda a parte, e durante o trabalho o canto animava constantemente as lides do campo.
No Baixo Minho, nos concelhos de Braga e Guimaráes, era rara a casa rural, onde não houvesse uma viola ou um cavaquinho e, por vezes, uma harmónica, a que mais tarde vieram a chamar concertina.2
Espontaneamente, bastava que um começasse a tocar, para que rapidamente viessem vizinhos de quintas próximas e formava-se uma festada. As raparigas apareciam com os seus trajas garridos epassavam a tarde de domingo a dançar e a cantar ao som dos instrumentos.
Em muitos trabalhos de campo colectivos3, quando rogavam os vizinhos e os amigos para virem ajudar a uma sacha, ou malha de centeio, ou às vindimas, era sabido que tudo terminava numa festa.
Se nas quintas grandes estavam os senhorios (os fidalgos) que davam vinho à discrição, então os caseiros rogavam os melhores tocadores e cantadeiras da vizinhança.
As raparigas, além das festas, onde cantavam em grupo com os rapazes ou cantavam individualmente ao desafio, também se juntavam com frequência para certos trabalhos femininos, como as espadeladas e as estopadas, e então ouviam-se os belos corais minhotos a duas e três vozes.
Nas esfolhadas também se juntava muita gente. Às vezes, lá vinham os instrumentos e dançava-se um pouco pela noite fora, sobretudo nas noites de luar.
Além dos domingos e dias de festa locais, havia as grandes romarias minhotas. Das mais célebres, lembramos, um pouco ao acaso, a Senhora da Agonia em Viana do Castelo, a das Cruzes em Barcelos, o São Bento da Porta Aberta, lá para os lados do Gerês, o S. Gualter em Guimarães, a Peregrinação à Penha (Guimarães), Nossa Senhora da Graça em Celorico de Basto, S. Lourenço da Montaria na Serra da Arga e muitíssimas outras.
A todas elas acorriam numerosos romeiros, vindos, por vezes, de terras distantes e que calcorreavam estradas e caminhos, a cantar e a tocar, dançando mesmo grandes pedaços dos trajectos.
As mulheres e raparigas levavam os merendeiros à cabeça, o vinho ia, por vezes, em pequenos barris com asa de ferro, em cabaças, ou em grandes chifres, que os homens transportavam a tiracolo. Nas mãos dos homens não faltavam nunca os varapaus de lodo, para qualquer refrega que surgisse.
As mulheres usavam os seus trajos garridos, muito variados, conforme as regiões do Minho de onde provinham. Os homens, de chapéu braguês, de aba larga, colete de costas de cor, em geral vermelho, jaqueta de alamares ao ombro, camisa de linho bordado, com o nome do dono bordado a vermelho, em certas regiões a azul. Na cinta, uma faixa preta de várias voltas segurava as calças.
Seria sem sentido tentar dar uma lista das romarias do Entre Douro e Minho, tantas elas eram, incluindo os locais que só atraíam os das terras próximas. Mas não devemos esquecer que descendo de Braga e Guimarães para Sudeste, na região de Amarante, a viola de corações animava as festas, sobretudo as de S. Gonçalo, que se difundiu para o Brasil, onde se mantém vivaz. Continuando para o Douro ia-se dar à famosa região de Barqueiros, célebre pela sua chula bárbara, violenta e de esfuziante alegria.
O próprio Douro Litoral, apesar da influência da cidade do Porto, não escapava à exuberância que trasbordava do Minho. As romarias eram cheias de colorido e de alegria. O Senhor da Pedra (perto de Miramar) era visitado por numerosíssimas rusgas vindas das aldeias próximas. Nesse tempo, Ramalde e Gondomar eram inteiramente rurais, e dentro da cidade actual havia ainda muitas quintas. Mas a própria classe popular citadina participava nas romarias dos arredores formando também pequenas rusgas ou grupos festivos, com pequenos bombos, pandeiretas, ferrinhos, por vezes violas e cavaquinhos e reques-reques.
Logo ao romper do dia, começavam a sair da cidade, indo numerosíssimos a pé, outros em charabã, ao som dos bombos e dos demais instrumentos. A ponte de D. Maria chegava a abanar de maneira impressionante com a massa de romeiros que a atravessava continuamente.
As romarias do Senhor de Matosinhos e da Senhora da Hora eram igualmente frequentadas por gentes dos arredores e da cidade do Porto. E tudo cantava, formando-se nos terreiros grupos que dançavam.
Em Trás-os-Montes, o povoamento concentrado, as pequenas povoações distantes umas das outras, apresentavam uma feição diferente.
Aos domingos e dias de festa também se dançava a «jota» ao som da gaita-de-foles e dos tambores, sobretudo nos planaltos de Este. Os adufes e os cantos eram nalgumas regiões dominantes.
No distrito de Bragança havia muitas canções de trabalho, sobretudo no tempo das malhadas, e nas segadas do centeio. Os romances tradicionais eram ainda cantados, a solo ou em grupos.
Pelo Natal cantavam as loas ao Deus Menino, por vezes acompanhados pela gaita. Era frequente cantarem à volta da grande fogueira do Natal, acesa em frente do adro da igreja, depois da Missa do Galo.
No distrito de Bragança havia uma festa ritual, no ciclo do Inverno, em que usavam máscaras, as chamadas festas dos rapazes4, que em certas fases eram, por vezes, acompanhadas de música.
Os célebres fiandeiros, em que tocavam o adufe (pandeiro) e cantavam, sobretudo as mulheres, eram festas tocantes pela alegria simples e pela pureza das canções.
Era costume em Trás-os-Montes anunciar as festas por uma ronda, que, ao romper do dia, passava ao longo das ruas, com instrumentos locais ou com uma pequena orquestra contratada — as alvoradas.
Pelo S. João e outros Santos do ciclo do verão eram frequentes as festas, nas próprias povoações, a que podiam acorrer vizinhos de aldeias próximas e ao som do tambor e da gaita-de-foles tudo dançava5.
As romarias eram mais raras e os romeiros, que não eram de aldeias vizinhas, vinham montados em cavalos e burros. Algumas festas, como Nossa Senhora do Naso, em Terras de Miranda, S. Pedra da Silva e Argozelo eram muito concorridas. Além dos pauliteiros que apareciam logo de manhã nas rondas a pedir esmola para o Santo, dançava-se nos grandes terreiros durante o dia e de noite à luz das fogueiras. Não eram festas movimentadas, nem trasbordantes de alegria como as do Minho, mas havia nelas uma intensidade lúdica, de uma força interior impressionante.
Na região do Alto Douro, a época animada, era a das vindimas. Então eram necessários muitos braços, e formavam-se rogas nos planaltos e serras de Trás-os-Montes e da Beira, que desciam ao vale do Douro. Estes grupos de gente nova vinham menos pela paga do que pela brincadeira e pelas uvas que comiam. Muitos eram de regiões, onde não havia uvas, nem mesmo fruta de qualquer espécie, como os das aldeias altas da serra de Montemuro. As rogas iam-se formando conforme combinações feitas com antecipação e já levavam, em geral, o seu destino. Pelo caminho também era frequente cantarem e às vezes transportavam o seu tambor e, em certas regiões ferrinhos e concertina.
Os de Barqueiros, com a sua orquestra estrídula, com rabecas de braço curto, animavam as vindimas das grandes quintas de perto da Régua.
Para o Sul do Douro, nas regiões serranas, cantava-se e dançava-se menos, mas em Pias, perto de Porto Antigo, havia lindos corais de mulheres que se ouviam às tardes nas margens do rio Bestança. A Senhora da Lapa era visitada por muitos romeiros, mas não havia grande animação festiva. Só em Lamego, na Nossa Senhora dos Remédios, entre os numerosos grupos que acorriam de diferentes regiões, havia alguns que cantavam e dançavam, mas nada que se comparasse com as romarias para o norte do Douro.
Nesta área eram frequentes as «bandas», como as da Gralheira e Maqueija, na Serra de Montemuro, que iam a cavalo, tocar às festas para que eram convidados.
Na Beira Litoral ouvia-se a gaita-de-foles, acompanhada pelos grandes bombos dos Zés-Pereiras, a animar as solenidades. Até na cidade de Coimbra era frequente eles colaborarem em algumas festas de estudantes. A viola toeira também se usava para acompanhar o canto.
A grande região musical de entre Douro e Tejo era a Beira Baixa, com as suas célebres romarias, como a Senhora dos Altos Céus, na Lousa, a Senhora do Almurtão, a Senhora da Póvoa e as chamadas festas do Castelo em Monsanto. Aí era o mundo maravilhoso dos coros e dos cantos acompanhados, ou não, a adufe. Era música lindíssima de tipo cerimonial, de grande pureza e de raiz mais antiga. Embora se mantivesse, aqui e ali, a viola que acompanhava o canto profano.
No Ribatejo imperava o fandango, vivo, colorido e movimentado.
O Alentejo tinha épocas do ano, em que desciam os «ratinhos» da Beira e subiam os algarvios para trabalharem nas fainas dos campos, e formavam grupos em que reinava a animação desses jovens que vinham ganhar uns escudos às terras do pão. Nos períodos de descanso, após as refeições servidas no campo, era frequente cantaram e dançarem, enquanto os jovens alentejanos dançavam bailes de roda.
No Este alentejano, como por exemplo, em Barrancos, tocava o tamborileiro — nos peditórios para a festa da vila. Havia também grandes romarias, como a Senhora de Guadalupe, perto de Serpa, onde se juntava muita gente. Mas nada tinham de comum com as romarias do Norte, onde o mais importante era a música e a dança. Porém, no campo da música, os corais masculinos alentejanos, eram uma das expressões musicais mais belas de todo o País. Estes corais pode dizer-se que estavam incluídos numa área que se pode grosseiramente designar por um rectângulo imperfeito, incluído entre os concelhos de Cuba, Moura, Mértola e Castro Verde.
Nas noites de luar, no Verão, os homens em grupos, os braços sobre os ombros uns dos outros, formando um círculo, outras vezes em linha, e a caminhar lentamente pelos amplos caminhos ou estradas, cantavam, e as suas vozes enchiam a noite de uma magia, que só pode compreender quem teve a dita de os ouvir. Ao fim de um dia de trabalho duro na ceifa, aqueles homens libertavam-se do peso da vida pelo canto.
A par deste canto de tipo cerimonial, também existia a viola campaniça no Alentejo, para acompanhar o canto individual.
No Algarve imperava o corridinho, vivo e animado. Também se usava o cavaquinho6.
Com o progresso das técnicas foi-se operando uma grande transformação nestas formas de expressão lúdica, na música vocal, ou instrumental e na dança.
Até então, cada área cultural, embora não estivesse inteiramente segregada do resto do País, vivia num relativo isolamento. Os transportes não tradicionais, quando existiam, eram caros para economias de subsistência. Os que emigravam ou procuravam trabalho nas cidades, como as então chamadas «criadas de servir», embora fossem agentes de transformação, não produziam alterações profundas ou bruscas. Até uma certa época, o fado de Lisboa ou o fado balada de Coimbra, não chegavam praticamente às áreas rurais. Eram puros fenómenos citadinos. Mas aos poucos, com a facilidade dos transportes, a maior mobilidade das pessoas, e, sobretudo, a reprodução da música por meio de máquinas foi exercendo uma acção difusora enorme, que começa a alterar os padrões locais.
O gramofone, cuja patente Edison registou em 1878 sob o nome de «fonógrafo», foi-se aperfeiçoando muito no primeiro quartel do séc. XX7. Por volta de 1925, eram frequentes os gramofones de corda, transportáveis, que as pessoas abastadas levavam para as casas de campo, mas a sua acção era muito limitada. Porém, quando se começaram a utilizar nas festas pequenos motores geradores de electricidade, com gira discos e altifalantes, os resultados foram fulminantes. Foi um autêntico golpe de morte no folclore musical de certas regiões. Por volta de 1942, assisti a uma romaria minhota, julgo que em Ponte de Lima, onde as festadas que chegavam das aldeias próximas a tocar e a cantar, eram surpreendidas pelos sons estrídulos do altifalante que lhes abafava completamente os instrumentos e as vozes, e os obrigava a desistir. Ao som dessas músicas variadas e desconhecidas também era impossível dançar.
O deslumbramento pela novidade e o espírito de concorrência, fazia com que os organizadores das festas, tratassem sempre de contratar uma dessas máquinas, mais de fazer barulho do que música, e que já estavam montadas em furgonetas. A difusão destas máquinas foi tão rápida que até em Rio de Onor, na festa de S. João em 1945, levaram uma em cima de um carro de bois. Só depois compreenderam que não se tinham divertido como de costume e, nos anos seguintes, desistiram. Porém a noção de prestígio e modernidade acabam sempre por se impor. Aos poucos, em certos lugares, ao som dos discos, começaram a imitar danças citadinas. Só nas regiões mais afastadas dos centros foram sobrevivendo as tradições musicais.
Como o comportamento da gente nova se fosse transformando com o tempo, alguns bispos começaram a querer proibir que as festas profanas estivessem associadas às festas religiosas. A tradição de ir à festa religiosa ou à romaria estava, desde há séculos, associada a uma noção de festividade que também tinha os seus aspectos lúdicos; e isso fez com que as festas populares tomassem também uma nova feição. Mais tarde começou a própria guarda republicana a exigir licenças para fazer festas ou bailes, certamente para melhor poderem controlar desmandos, mas foi mais um elemento que ajudou à extinção das festas populares, onde se conservava certo tipo de folclore musical.
A Emissora Nacional de Radiodifusão, já tinha começado a partir de 1933, a difundir programas musicais que mais tarde incluíam também fados e música folclórica8. A música popular, que até então estava relacionada com uma certa região, foi-se começando a apresentar como uma ementa variada, onde se oferecia de tudo. Porém a sua acção era limitada, porque eram muitas as áreas, onde não havia electricidade e o rádio não entrava a não ser em poucas casas abastadas, que usavam pilhas ou geradores eléctricos. A partir de Janeiro de 1950 foram lançados no mercado os primeiros transístores de aplicação industrial que de início não deram resultado, mas que se vieram rapidamente a aperfeiçoar mediante novos processos9. Aparelhos transportáveis e baratos contribuíram poderosamente para que os cantares regionais fossem profundamente afectados e baralhados. Mas para os folcloristas ainda restavam as pessoas idosas, anteriores às inovações e fiéis depositários de uma tradição que se tornava arqueológica — se é permitida a expressão neste caso.
Em 7 de Março de 1957 organiza-se a Rádio Televisão Portuguesa. Este facto coincidiu com maior abundância e distribuição de electricidade por várias regiões do País. Muitos viram na televisão uma fonte de lucro e começaram a abrir-se cafés pelas vilas e aldeias maiores, onde a televisão servia de chamariz, roubando o público das tabernas.
A televisão oferece também programas de folclore musical. Em todas as regiões do País, ouvem-se as canções dos outros, e vê-se como eles dançam.
Ao mesmo tempo que, a pouco e pouco, o que era vivo e vinha do passado começa a ficar ameaçado, nasce em muitos a saudade por essas formas de expressão musical, sobretudo nos que, esclarecidos pelo que se tinha passado em países tecnologicamente mais adiantados, pressentiam que entre nós iria acontecer o mesmo. Começam então vários a clamar que era necessário salvar o folclore nacional. A Emissora Nacional fez uma campanha de recolha em fita gravada, dirigida por Armando Leça. Outros procuraram registá-la por escrito, — há que falar em Lopes Graça e Michel Giacometti — fizeram-se alguns cancioneiros10. O Departamento de Música da Fundação Gulbenkian, criou uma secção de Etno-Musicologia e tentou enviar musicólogos para o campo fazer estudos e gravações. Lutou com falta de técnicos preparados que dispusessem de tempo11. Encarregou também o Dr. Ernesto Veiga de Oliveira de fazer uma recolha de instrumentos musicais populares e o seu estudo, o que ele fez ajudado por Benjamim Enes Pereira, escrevendo em seguida um livro magnífico, em que ao conhecimento directo dos instrumentos populares portugueses se junta uma vastíssima erudição12.
Muito antes destes factos apontados, as mesmas razões que levaram uns a tentar salvar a música, levaram outros a tentar preservar a música e a dança, criando grupos de jovens que se conservassem fiéis à tradição da sua terra. Parece que o primeiro foi o estudioso Abel Viana que, em 1933, organizou o rancho de Carreço13. A esta tentativa séria e bem intencionada seguiram-se outras, nem sempre animadas do mesmo espírito. Surgiram grupos obedecendo aos mais variados critérios. Muitas vezes, um senhor importante da terra, movido por zelo bairrista ou por autêntico apreço pelos valores regionais, organizava o seu rancho. Alguns, onde já nada restava do passado, inventaram eles próprios o seu repertório, desde o trajo fantasioso, até à música e à dança.
Começaram a fazer-se cortejos folclóricos, concursos, exibições nacionais e internacionais e, aos poucos, até os melhores foram perdendo o sentido da verdade e da pureza. Às vezes, a necessidade de encher um programa, obrigava um grupo que dançava muito bem determinada dança, a ter de inventar ou adoptar outras, pois o público quer variedade. Por sua vez, os empresários têm as suas exigências, de acordo com o que eles pensam ser o gosto do público.
Os concursos, com prémios, obrigavam aqueles que perdiam a tentar imitar os que tinham ganho, acelerando os ritmos ou fazendo passos e piruetas de mau gosto.
No trajo aparecem coisas horríveis e ridículas, como usar canastras pequenas presas à rodilha na cabeça. Por vezes as raparigas deitam vermelhão nos lábios e nas faces e entram no estrado com a mão na cinta, em atitude semelhante à das antigas revistas baratas, cantando uma marcha. É certo que, no meio disto tudo, há quem se esforce por salvar o mais possível, mas ninguém pode lutar contra as condições sociais criadas pelas técnicas e pela industrialização.
A emigração veio agravar o estado de coisas, quer dos ranchos, quer do que ainda existia, por si próprio. Um pequeno grupo coral familiar de Barcelos, que em 1964 causava sensação pelo domínio e jogo de vozes, emigrou para França e lá se foi.
No Alentejo, o êxodo para Lisboa e arredores faz com que os grupos se desarticulem. Homens dotados de vozes próprias para certos solos, indispensáveis ao conjunto coral, abandonam a terra, e o grupo não encontra quem o substitua e perde-se a tradição. Dizem que é hoje mais fácil ouvir um grupo coral alentejano formado pelos trabalhadores que vivem na área de Algés, do que no Alentejo. Certamente é exagero! O certo é que o público se contenta em ir à «Cozinha Alentejan a» ou ao restaurante «Folclore», para se deleitar com aquilo a que há quem chame folclore. Não creio que seja possível manter vivo o que era uma manifestação de vida funcional que vai sendo substituída por outra, cujas funções são diferentes. Como pode haver cantares de malhadores quando a malha se faz com a debulhadora mecânica; como pode haver cantos de ceifeiros com as ceifeiras mecânicas.
A avidez do lucro, consequência da industrialização, também contribui para acabar com inúmeras tradições. Até há cerca de 2 ou 3 anos14, o elemento principal das celebrações do S. João, no Porto, era o alho-porro: naquela noite, a população inteira da cidade empunhava o alho-porro, com que esfregava a cara de quem lhe apetecia, sem que isso suscitasse qualquer reparo. Por uma hábil manobra comercial dos fabricantes de plásticos, que exploram a inconsciência das massas, esse inofensivo alho-porro foi destronado por uns horríveis e agressivos marteletes de plástico, sem qualquer graça, que se aproveitam da licença tradicional daquela celebração — para acabarem com o que ela tinha de essencial.
Muitos cientistas usam hoje a palavra folklorismus15 e fakelore16, para exprimir o subproduto adulterado daquilo que foi uma expressão pura dos povos, quando viviam a sua vida tradicional de isolamento e criação própria.
O progresso técnico tem de prosseguir a sua marcha, porque ele é uma das características típicas da adaptação activa do homem à natureza. Mas é evidente que será errado pensar que progredir tecnicamente significa sacrificar tudo aquilo que pode dar beleza à vida e alegria aos homens. Simplesmente não sabemos ainda, nesta grande mutação da história do homem, quais os caminhos novos que se hão-de abrir perante os vindouros.
Há pelo menos em nossos dias curiosas tentativas de procurar novas orientações. Na aldeia de Pias, uma das maiores do Alentejo, a Missa do Galo foi acompanhada a música «pop», no Natal de 1969. Dizia o jornal que «depois de, durante várias horas, terem ardido quatro toneladas de lenha numa imensa fogueira17, no largo da igreja, iniciou-se, à meia-noite, a celebração da tradicional «missa do galo». De ambos os lados do altar, postaram-se filas de jovens, que cantaram a missa em ritmo moderno, acompanhados pelo conjunto «Apolo-5», com as suas violas e órgão electrónico.
«A experiência concebida pelo pároco local, padre Gaudêncio da Silva Fernandes, obtivera prévia autorização do arcebispo-bispo da diocese.
«Parte da música executada era da autoria do próprio pastor da freguesia, tendo sido recebida com o maior entusiasmo pela multidão de fiéis — sobretudo pelos mais jovens — que afluíram à igreja em número desusado.
«Terminado o ofício, realizou-se a cerimónia da adoração do Menino, também ao som da música — desta vez de canções pelo rancho coral Os Camponeses de Pias»18.
O mesmo jornal, em princípios de 1970, traz a seguinte notícia «Nova forma de participação em cerimónias litúrgicas. Guitarras Eléctricas, Música Moderna e Ardor Juvenil na Missa Dominical de Paço d'Arcos»19.
Como se vê, volta a estabelecer-se uma aliança entre as festas religiosas e os elementos musicais festivos e populares; mas um popular completamente diferente da antiga tradição!
1 Comunicação feita no XXIX Congresso Luso-Espanhol (Lisboa, 31 de Março a 4 de Abril de 1970). Separata do Tomo III da actas. Digitalizado e revisto por Domingos Morais em Agosto de 1999.
2 Sobre instrumentos musicais ver Ernesto Veiga de Oliveira, Instrumentos Musicais Populares Portugueses (Fundação Calouste Gulbenkian), Lisboa, 1966
3 Ver Ernesto Veiga de Oliveira, Trabalhos Colectivos Gratuitos e Reciprocos em Portugal e no Brasil, Revista de Antropologia, São Paulo, vol. 3 ( I ), Junho de 1955
4 Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal), Memórias Arqueologico-Históricas do Distrito de Bragança, Tomo IX, Porto, 1934, p. 289-296.
5 Ver Jorge Dias, Rio de Onor, Porto, 1953, p.349-357.
6 Jorge Dias, O Cavaquinho, estudo de Difusão de um Instrumento Musical Popular, Separata da Revista de Etnografia, nº 16, Porto, 1967.
7 Enciclopédia Luso-Brasileira.
8 Enciclopedia Luso-Brasileira.
9 Enciclopedia Luso-Brasileira.
10 Ver Benjamim Enes Pereira, Bibliografia Analitica da Etnografia Portuguesa, Lisboa, 1965.
11 Virgílio Pereira, que já tinha feito várias recolhas importantes de música escrita, subsidiado pela Junta do Douro Litoral, fez abundantes gravações na Beira a expensas da Fundação Gulbenkian. Ainda hoje continuam outros a fazer essa recolha com a preocupação de salvar o que ainda existe nalgumas regiões do País.
12 Ernesto Veiga de Oliveira. cit. nota 2.
13 Informação de Benjamim Enes Pereira.
14 1967/1968
15 0 Zeitschrift für Volkskunde (W. Kohlhammer Verlag), Stuttgart 1969, I, dedicou um número ao Folklorismus in Europa, ver Jorge Dias, Folklorismus in Portugal, p. 47-55.
16 Na publicação citada na nota 14, Richard M. Dorson, usa a expressão Fakelore (p. 56-64) que em inglês significa o mesmo que Folklorismus em alemão.
17 Isto era uma tradição do leste transmontano e beirão agora aqui introduzida.
18 Música «Pop» numa «Missa do Galo» Alentejana. Diário de Notícias, 27-XII-1969.
19 Diário de Noticias.
artigo retirado de
alfarrabio.um.geira.pt/cancioneiro/ etnografia/Jorge_Dias.doc.html
"Da música e da dança, como formas de expressão espontâneas populares, aos ranchos folclóricos" - Jorge Dias (1970)
Esta comunicação não é a obra de um especialista do folclore musical, mas o depoimento de um etnólogo, que nasceu nos primeiros anos deste século e teve a dita de percorrer todo o País, conhecendo a vida do campo desde muito cedo, observando muitas das transformações que se foram operando no decorrer dos últimos decénios.
Até 1922, o Entre Douro e Minho vivia numa festa permanente. Embora a alimentação da maioria fosse pobre em proteínas e noutros princípios energéticos, como consideravam isso natural e ignoravam que noutras regiões podia haver uma alimentação mais rica, não conheciam sentimentos de frustração e brotava do povo rural uma alegria franca e irreprimível.
Aos domingos e dias de festa dançava-se nos largos e terreiros, por toda a parte, e durante o trabalho o canto animava constantemente as lides do campo.
No Baixo Minho, nos concelhos de Braga e Guimaráes, era rara a casa rural, onde não houvesse uma viola ou um cavaquinho e, por vezes, uma harmónica, a que mais tarde vieram a chamar concertina.2
Espontaneamente, bastava que um começasse a tocar, para que rapidamente viessem vizinhos de quintas próximas e formava-se uma festada. As raparigas apareciam com os seus trajas garridos epassavam a tarde de domingo a dançar e a cantar ao som dos instrumentos.
Em muitos trabalhos de campo colectivos3, quando rogavam os vizinhos e os amigos para virem ajudar a uma sacha, ou malha de centeio, ou às vindimas, era sabido que tudo terminava numa festa.
Se nas quintas grandes estavam os senhorios (os fidalgos) que davam vinho à discrição, então os caseiros rogavam os melhores tocadores e cantadeiras da vizinhança.
As raparigas, além das festas, onde cantavam em grupo com os rapazes ou cantavam individualmente ao desafio, também se juntavam com frequência para certos trabalhos femininos, como as espadeladas e as estopadas, e então ouviam-se os belos corais minhotos a duas e três vozes.
Nas esfolhadas também se juntava muita gente. Às vezes, lá vinham os instrumentos e dançava-se um pouco pela noite fora, sobretudo nas noites de luar.
Além dos domingos e dias de festa locais, havia as grandes romarias minhotas. Das mais célebres, lembramos, um pouco ao acaso, a Senhora da Agonia em Viana do Castelo, a das Cruzes em Barcelos, o São Bento da Porta Aberta, lá para os lados do Gerês, o S. Gualter em Guimarães, a Peregrinação à Penha (Guimarães), Nossa Senhora da Graça em Celorico de Basto, S. Lourenço da Montaria na Serra da Arga e muitíssimas outras.
A todas elas acorriam numerosos romeiros, vindos, por vezes, de terras distantes e que calcorreavam estradas e caminhos, a cantar e a tocar, dançando mesmo grandes pedaços dos trajectos.
As mulheres e raparigas levavam os merendeiros à cabeça, o vinho ia, por vezes, em pequenos barris com asa de ferro, em cabaças, ou em grandes chifres, que os homens transportavam a tiracolo. Nas mãos dos homens não faltavam nunca os varapaus de lodo, para qualquer refrega que surgisse.
As mulheres usavam os seus trajos garridos, muito variados, conforme as regiões do Minho de onde provinham. Os homens, de chapéu braguês, de aba larga, colete de costas de cor, em geral vermelho, jaqueta de alamares ao ombro, camisa de linho bordado, com o nome do dono bordado a vermelho, em certas regiões a azul. Na cinta, uma faixa preta de várias voltas segurava as calças.
Seria sem sentido tentar dar uma lista das romarias do Entre Douro e Minho, tantas elas eram, incluindo os locais que só atraíam os das terras próximas. Mas não devemos esquecer que descendo de Braga e Guimarães para Sudeste, na região de Amarante, a viola de corações animava as festas, sobretudo as de S. Gonçalo, que se difundiu para o Brasil, onde se mantém vivaz. Continuando para o Douro ia-se dar à famosa região de Barqueiros, célebre pela sua chula bárbara, violenta e de esfuziante alegria.
O próprio Douro Litoral, apesar da influência da cidade do Porto, não escapava à exuberância que trasbordava do Minho. As romarias eram cheias de colorido e de alegria. O Senhor da Pedra (perto de Miramar) era visitado por numerosíssimas rusgas vindas das aldeias próximas. Nesse tempo, Ramalde e Gondomar eram inteiramente rurais, e dentro da cidade actual havia ainda muitas quintas. Mas a própria classe popular citadina participava nas romarias dos arredores formando também pequenas rusgas ou grupos festivos, com pequenos bombos, pandeiretas, ferrinhos, por vezes violas e cavaquinhos e reques-reques.
Logo ao romper do dia, começavam a sair da cidade, indo numerosíssimos a pé, outros em charabã, ao som dos bombos e dos demais instrumentos. A ponte de D. Maria chegava a abanar de maneira impressionante com a massa de romeiros que a atravessava continuamente.
As romarias do Senhor de Matosinhos e da Senhora da Hora eram igualmente frequentadas por gentes dos arredores e da cidade do Porto. E tudo cantava, formando-se nos terreiros grupos que dançavam.
Em Trás-os-Montes, o povoamento concentrado, as pequenas povoações distantes umas das outras, apresentavam uma feição diferente.
Aos domingos e dias de festa também se dançava a «jota» ao som da gaita-de-foles e dos tambores, sobretudo nos planaltos de Este. Os adufes e os cantos eram nalgumas regiões dominantes.
No distrito de Bragança havia muitas canções de trabalho, sobretudo no tempo das malhadas, e nas segadas do centeio. Os romances tradicionais eram ainda cantados, a solo ou em grupos.
Pelo Natal cantavam as loas ao Deus Menino, por vezes acompanhados pela gaita. Era frequente cantarem à volta da grande fogueira do Natal, acesa em frente do adro da igreja, depois da Missa do Galo.
No distrito de Bragança havia uma festa ritual, no ciclo do Inverno, em que usavam máscaras, as chamadas festas dos rapazes4, que em certas fases eram, por vezes, acompanhadas de música.
Os célebres fiandeiros, em que tocavam o adufe (pandeiro) e cantavam, sobretudo as mulheres, eram festas tocantes pela alegria simples e pela pureza das canções.
Era costume em Trás-os-Montes anunciar as festas por uma ronda, que, ao romper do dia, passava ao longo das ruas, com instrumentos locais ou com uma pequena orquestra contratada — as alvoradas.
Pelo S. João e outros Santos do ciclo do verão eram frequentes as festas, nas próprias povoações, a que podiam acorrer vizinhos de aldeias próximas e ao som do tambor e da gaita-de-foles tudo dançava5.
As romarias eram mais raras e os romeiros, que não eram de aldeias vizinhas, vinham montados em cavalos e burros. Algumas festas, como Nossa Senhora do Naso, em Terras de Miranda, S. Pedra da Silva e Argozelo eram muito concorridas. Além dos pauliteiros que apareciam logo de manhã nas rondas a pedir esmola para o Santo, dançava-se nos grandes terreiros durante o dia e de noite à luz das fogueiras. Não eram festas movimentadas, nem trasbordantes de alegria como as do Minho, mas havia nelas uma intensidade lúdica, de uma força interior impressionante.
Na região do Alto Douro, a época animada, era a das vindimas. Então eram necessários muitos braços, e formavam-se rogas nos planaltos e serras de Trás-os-Montes e da Beira, que desciam ao vale do Douro. Estes grupos de gente nova vinham menos pela paga do que pela brincadeira e pelas uvas que comiam. Muitos eram de regiões, onde não havia uvas, nem mesmo fruta de qualquer espécie, como os das aldeias altas da serra de Montemuro. As rogas iam-se formando conforme combinações feitas com antecipação e já levavam, em geral, o seu destino. Pelo caminho também era frequente cantarem e às vezes transportavam o seu tambor e, em certas regiões ferrinhos e concertina.
Os de Barqueiros, com a sua orquestra estrídula, com rabecas de braço curto, animavam as vindimas das grandes quintas de perto da Régua.
Para o Sul do Douro, nas regiões serranas, cantava-se e dançava-se menos, mas em Pias, perto de Porto Antigo, havia lindos corais de mulheres que se ouviam às tardes nas margens do rio Bestança. A Senhora da Lapa era visitada por muitos romeiros, mas não havia grande animação festiva. Só em Lamego, na Nossa Senhora dos Remédios, entre os numerosos grupos que acorriam de diferentes regiões, havia alguns que cantavam e dançavam, mas nada que se comparasse com as romarias para o norte do Douro.
Nesta área eram frequentes as «bandas», como as da Gralheira e Maqueija, na Serra de Montemuro, que iam a cavalo, tocar às festas para que eram convidados.
Na Beira Litoral ouvia-se a gaita-de-foles, acompanhada pelos grandes bombos dos Zés-Pereiras, a animar as solenidades. Até na cidade de Coimbra era frequente eles colaborarem em algumas festas de estudantes. A viola toeira também se usava para acompanhar o canto.
A grande região musical de entre Douro e Tejo era a Beira Baixa, com as suas célebres romarias, como a Senhora dos Altos Céus, na Lousa, a Senhora do Almurtão, a Senhora da Póvoa e as chamadas festas do Castelo em Monsanto. Aí era o mundo maravilhoso dos coros e dos cantos acompanhados, ou não, a adufe. Era música lindíssima de tipo cerimonial, de grande pureza e de raiz mais antiga. Embora se mantivesse, aqui e ali, a viola que acompanhava o canto profano.
No Ribatejo imperava o fandango, vivo, colorido e movimentado.
O Alentejo tinha épocas do ano, em que desciam os «ratinhos» da Beira e subiam os algarvios para trabalharem nas fainas dos campos, e formavam grupos em que reinava a animação desses jovens que vinham ganhar uns escudos às terras do pão. Nos períodos de descanso, após as refeições servidas no campo, era frequente cantaram e dançarem, enquanto os jovens alentejanos dançavam bailes de roda.
No Este alentejano, como por exemplo, em Barrancos, tocava o tamborileiro — nos peditórios para a festa da vila. Havia também grandes romarias, como a Senhora de Guadalupe, perto de Serpa, onde se juntava muita gente. Mas nada tinham de comum com as romarias do Norte, onde o mais importante era a música e a dança. Porém, no campo da música, os corais masculinos alentejanos, eram uma das expressões musicais mais belas de todo o País. Estes corais pode dizer-se que estavam incluídos numa área que se pode grosseiramente designar por um rectângulo imperfeito, incluído entre os concelhos de Cuba, Moura, Mértola e Castro Verde.
Nas noites de luar, no Verão, os homens em grupos, os braços sobre os ombros uns dos outros, formando um círculo, outras vezes em linha, e a caminhar lentamente pelos amplos caminhos ou estradas, cantavam, e as suas vozes enchiam a noite de uma magia, que só pode compreender quem teve a dita de os ouvir. Ao fim de um dia de trabalho duro na ceifa, aqueles homens libertavam-se do peso da vida pelo canto.
A par deste canto de tipo cerimonial, também existia a viola campaniça no Alentejo, para acompanhar o canto individual.
No Algarve imperava o corridinho, vivo e animado. Também se usava o cavaquinho6.
Com o progresso das técnicas foi-se operando uma grande transformação nestas formas de expressão lúdica, na música vocal, ou instrumental e na dança.
Até então, cada área cultural, embora não estivesse inteiramente segregada do resto do País, vivia num relativo isolamento. Os transportes não tradicionais, quando existiam, eram caros para economias de subsistência. Os que emigravam ou procuravam trabalho nas cidades, como as então chamadas «criadas de servir», embora fossem agentes de transformação, não produziam alterações profundas ou bruscas. Até uma certa época, o fado de Lisboa ou o fado balada de Coimbra, não chegavam praticamente às áreas rurais. Eram puros fenómenos citadinos. Mas aos poucos, com a facilidade dos transportes, a maior mobilidade das pessoas, e, sobretudo, a reprodução da música por meio de máquinas foi exercendo uma acção difusora enorme, que começa a alterar os padrões locais.
O gramofone, cuja patente Edison registou em 1878 sob o nome de «fonógrafo», foi-se aperfeiçoando muito no primeiro quartel do séc. XX7. Por volta de 1925, eram frequentes os gramofones de corda, transportáveis, que as pessoas abastadas levavam para as casas de campo, mas a sua acção era muito limitada. Porém, quando se começaram a utilizar nas festas pequenos motores geradores de electricidade, com gira discos e altifalantes, os resultados foram fulminantes. Foi um autêntico golpe de morte no folclore musical de certas regiões. Por volta de 1942, assisti a uma romaria minhota, julgo que em Ponte de Lima, onde as festadas que chegavam das aldeias próximas a tocar e a cantar, eram surpreendidas pelos sons estrídulos do altifalante que lhes abafava completamente os instrumentos e as vozes, e os obrigava a desistir. Ao som dessas músicas variadas e desconhecidas também era impossível dançar.
O deslumbramento pela novidade e o espírito de concorrência, fazia com que os organizadores das festas, tratassem sempre de contratar uma dessas máquinas, mais de fazer barulho do que música, e que já estavam montadas em furgonetas. A difusão destas máquinas foi tão rápida que até em Rio de Onor, na festa de S. João em 1945, levaram uma em cima de um carro de bois. Só depois compreenderam que não se tinham divertido como de costume e, nos anos seguintes, desistiram. Porém a noção de prestígio e modernidade acabam sempre por se impor. Aos poucos, em certos lugares, ao som dos discos, começaram a imitar danças citadinas. Só nas regiões mais afastadas dos centros foram sobrevivendo as tradições musicais.
Como o comportamento da gente nova se fosse transformando com o tempo, alguns bispos começaram a querer proibir que as festas profanas estivessem associadas às festas religiosas. A tradição de ir à festa religiosa ou à romaria estava, desde há séculos, associada a uma noção de festividade que também tinha os seus aspectos lúdicos; e isso fez com que as festas populares tomassem também uma nova feição. Mais tarde começou a própria guarda republicana a exigir licenças para fazer festas ou bailes, certamente para melhor poderem controlar desmandos, mas foi mais um elemento que ajudou à extinção das festas populares, onde se conservava certo tipo de folclore musical.
A Emissora Nacional de Radiodifusão, já tinha começado a partir de 1933, a difundir programas musicais que mais tarde incluíam também fados e música folclórica8. A música popular, que até então estava relacionada com uma certa região, foi-se começando a apresentar como uma ementa variada, onde se oferecia de tudo. Porém a sua acção era limitada, porque eram muitas as áreas, onde não havia electricidade e o rádio não entrava a não ser em poucas casas abastadas, que usavam pilhas ou geradores eléctricos. A partir de Janeiro de 1950 foram lançados no mercado os primeiros transístores de aplicação industrial que de início não deram resultado, mas que se vieram rapidamente a aperfeiçoar mediante novos processos9. Aparelhos transportáveis e baratos contribuíram poderosamente para que os cantares regionais fossem profundamente afectados e baralhados. Mas para os folcloristas ainda restavam as pessoas idosas, anteriores às inovações e fiéis depositários de uma tradição que se tornava arqueológica — se é permitida a expressão neste caso.
Em 7 de Março de 1957 organiza-se a Rádio Televisão Portuguesa. Este facto coincidiu com maior abundância e distribuição de electricidade por várias regiões do País. Muitos viram na televisão uma fonte de lucro e começaram a abrir-se cafés pelas vilas e aldeias maiores, onde a televisão servia de chamariz, roubando o público das tabernas.
A televisão oferece também programas de folclore musical. Em todas as regiões do País, ouvem-se as canções dos outros, e vê-se como eles dançam.
Ao mesmo tempo que, a pouco e pouco, o que era vivo e vinha do passado começa a ficar ameaçado, nasce em muitos a saudade por essas formas de expressão musical, sobretudo nos que, esclarecidos pelo que se tinha passado em países tecnologicamente mais adiantados, pressentiam que entre nós iria acontecer o mesmo. Começam então vários a clamar que era necessário salvar o folclore nacional. A Emissora Nacional fez uma campanha de recolha em fita gravada, dirigida por Armando Leça. Outros procuraram registá-la por escrito, — há que falar em Lopes Graça e Michel Giacometti — fizeram-se alguns cancioneiros10. O Departamento de Música da Fundação Gulbenkian, criou uma secção de Etno-Musicologia e tentou enviar musicólogos para o campo fazer estudos e gravações. Lutou com falta de técnicos preparados que dispusessem de tempo11. Encarregou também o Dr. Ernesto Veiga de Oliveira de fazer uma recolha de instrumentos musicais populares e o seu estudo, o que ele fez ajudado por Benjamim Enes Pereira, escrevendo em seguida um livro magnífico, em que ao conhecimento directo dos instrumentos populares portugueses se junta uma vastíssima erudição12.
Muito antes destes factos apontados, as mesmas razões que levaram uns a tentar salvar a música, levaram outros a tentar preservar a música e a dança, criando grupos de jovens que se conservassem fiéis à tradição da sua terra. Parece que o primeiro foi o estudioso Abel Viana que, em 1933, organizou o rancho de Carreço13. A esta tentativa séria e bem intencionada seguiram-se outras, nem sempre animadas do mesmo espírito. Surgiram grupos obedecendo aos mais variados critérios. Muitas vezes, um senhor importante da terra, movido por zelo bairrista ou por autêntico apreço pelos valores regionais, organizava o seu rancho. Alguns, onde já nada restava do passado, inventaram eles próprios o seu repertório, desde o trajo fantasioso, até à música e à dança.
Começaram a fazer-se cortejos folclóricos, concursos, exibições nacionais e internacionais e, aos poucos, até os melhores foram perdendo o sentido da verdade e da pureza. Às vezes, a necessidade de encher um programa, obrigava um grupo que dançava muito bem determinada dança, a ter de inventar ou adoptar outras, pois o público quer variedade. Por sua vez, os empresários têm as suas exigências, de acordo com o que eles pensam ser o gosto do público.
Os concursos, com prémios, obrigavam aqueles que perdiam a tentar imitar os que tinham ganho, acelerando os ritmos ou fazendo passos e piruetas de mau gosto.
No trajo aparecem coisas horríveis e ridículas, como usar canastras pequenas presas à rodilha na cabeça. Por vezes as raparigas deitam vermelhão nos lábios e nas faces e entram no estrado com a mão na cinta, em atitude semelhante à das antigas revistas baratas, cantando uma marcha. É certo que, no meio disto tudo, há quem se esforce por salvar o mais possível, mas ninguém pode lutar contra as condições sociais criadas pelas técnicas e pela industrialização.
A emigração veio agravar o estado de coisas, quer dos ranchos, quer do que ainda existia, por si próprio. Um pequeno grupo coral familiar de Barcelos, que em 1964 causava sensação pelo domínio e jogo de vozes, emigrou para França e lá se foi.
No Alentejo, o êxodo para Lisboa e arredores faz com que os grupos se desarticulem. Homens dotados de vozes próprias para certos solos, indispensáveis ao conjunto coral, abandonam a terra, e o grupo não encontra quem o substitua e perde-se a tradição. Dizem que é hoje mais fácil ouvir um grupo coral alentejano formado pelos trabalhadores que vivem na área de Algés, do que no Alentejo. Certamente é exagero! O certo é que o público se contenta em ir à «Cozinha Alentejan a» ou ao restaurante «Folclore», para se deleitar com aquilo a que há quem chame folclore. Não creio que seja possível manter vivo o que era uma manifestação de vida funcional que vai sendo substituída por outra, cujas funções são diferentes. Como pode haver cantares de malhadores quando a malha se faz com a debulhadora mecânica; como pode haver cantos de ceifeiros com as ceifeiras mecânicas.
A avidez do lucro, consequência da industrialização, também contribui para acabar com inúmeras tradições. Até há cerca de 2 ou 3 anos14, o elemento principal das celebrações do S. João, no Porto, era o alho-porro: naquela noite, a população inteira da cidade empunhava o alho-porro, com que esfregava a cara de quem lhe apetecia, sem que isso suscitasse qualquer reparo. Por uma hábil manobra comercial dos fabricantes de plásticos, que exploram a inconsciência das massas, esse inofensivo alho-porro foi destronado por uns horríveis e agressivos marteletes de plástico, sem qualquer graça, que se aproveitam da licença tradicional daquela celebração — para acabarem com o que ela tinha de essencial.
Muitos cientistas usam hoje a palavra folklorismus15 e fakelore16, para exprimir o subproduto adulterado daquilo que foi uma expressão pura dos povos, quando viviam a sua vida tradicional de isolamento e criação própria.
O progresso técnico tem de prosseguir a sua marcha, porque ele é uma das características típicas da adaptação activa do homem à natureza. Mas é evidente que será errado pensar que progredir tecnicamente significa sacrificar tudo aquilo que pode dar beleza à vida e alegria aos homens. Simplesmente não sabemos ainda, nesta grande mutação da história do homem, quais os caminhos novos que se hão-de abrir perante os vindouros.
Há pelo menos em nossos dias curiosas tentativas de procurar novas orientações. Na aldeia de Pias, uma das maiores do Alentejo, a Missa do Galo foi acompanhada a música «pop», no Natal de 1969. Dizia o jornal que «depois de, durante várias horas, terem ardido quatro toneladas de lenha numa imensa fogueira17, no largo da igreja, iniciou-se, à meia-noite, a celebração da tradicional «missa do galo». De ambos os lados do altar, postaram-se filas de jovens, que cantaram a missa em ritmo moderno, acompanhados pelo conjunto «Apolo-5», com as suas violas e órgão electrónico.
«A experiência concebida pelo pároco local, padre Gaudêncio da Silva Fernandes, obtivera prévia autorização do arcebispo-bispo da diocese.
«Parte da música executada era da autoria do próprio pastor da freguesia, tendo sido recebida com o maior entusiasmo pela multidão de fiéis — sobretudo pelos mais jovens — que afluíram à igreja em número desusado.
«Terminado o ofício, realizou-se a cerimónia da adoração do Menino, também ao som da música — desta vez de canções pelo rancho coral Os Camponeses de Pias»18.
O mesmo jornal, em princípios de 1970, traz a seguinte notícia «Nova forma de participação em cerimónias litúrgicas. Guitarras Eléctricas, Música Moderna e Ardor Juvenil na Missa Dominical de Paço d'Arcos»19.
Como se vê, volta a estabelecer-se uma aliança entre as festas religiosas e os elementos musicais festivos e populares; mas um popular completamente diferente da antiga tradição!
1 Comunicação feita no XXIX Congresso Luso-Espanhol (Lisboa, 31 de Março a 4 de Abril de 1970). Separata do Tomo III da actas. Digitalizado e revisto por Domingos Morais em Agosto de 1999.
2 Sobre instrumentos musicais ver Ernesto Veiga de Oliveira, Instrumentos Musicais Populares Portugueses (Fundação Calouste Gulbenkian), Lisboa, 1966
3 Ver Ernesto Veiga de Oliveira, Trabalhos Colectivos Gratuitos e Reciprocos em Portugal e no Brasil, Revista de Antropologia, São Paulo, vol. 3 ( I ), Junho de 1955
4 Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal), Memórias Arqueologico-Históricas do Distrito de Bragança, Tomo IX, Porto, 1934, p. 289-296.
5 Ver Jorge Dias, Rio de Onor, Porto, 1953, p.349-357.
6 Jorge Dias, O Cavaquinho, estudo de Difusão de um Instrumento Musical Popular, Separata da Revista de Etnografia, nº 16, Porto, 1967.
7 Enciclopédia Luso-Brasileira.
8 Enciclopedia Luso-Brasileira.
9 Enciclopedia Luso-Brasileira.
10 Ver Benjamim Enes Pereira, Bibliografia Analitica da Etnografia Portuguesa, Lisboa, 1965.
11 Virgílio Pereira, que já tinha feito várias recolhas importantes de música escrita, subsidiado pela Junta do Douro Litoral, fez abundantes gravações na Beira a expensas da Fundação Gulbenkian. Ainda hoje continuam outros a fazer essa recolha com a preocupação de salvar o que ainda existe nalgumas regiões do País.
12 Ernesto Veiga de Oliveira. cit. nota 2.
13 Informação de Benjamim Enes Pereira.
14 1967/1968
15 0 Zeitschrift für Volkskunde (W. Kohlhammer Verlag), Stuttgart 1969, I, dedicou um número ao Folklorismus in Europa, ver Jorge Dias, Folklorismus in Portugal, p. 47-55.
16 Na publicação citada na nota 14, Richard M. Dorson, usa a expressão Fakelore (p. 56-64) que em inglês significa o mesmo que Folklorismus em alemão.
17 Isto era uma tradição do leste transmontano e beirão agora aqui introduzida.
18 Música «Pop» numa «Missa do Galo» Alentejana. Diário de Notícias, 27-XII-1969.
19 Diário de Noticias.
artigo retirado de
alfarrabio.um.geira.pt/cancioneiro/ etnografia/Jorge_Dias.doc.html
quarta-feira, setembro 01, 2004
O lado obscuro de José Cid
Através do 12 de Setembro, descobri esta pérola de José Cid:
"10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte" - José Cid, 1978"This time, Cid went for a concept more to my liking: sci-fi. The album deals with the destruction of the Earth from the usual (wars, pollution). A Man and a Woman escapes in a spaceship only to return to Earth some 10,000 years later to find the planet returned to her former beauty. If anything, this album sounds something like a Portuguese version of Eloy."
José Cid - O Caos.mp3
Há momentos que lembra Uxu na sua faceta Metaleira; não é à toa que classificaram isto na categoria de "Rock Sinfónico Progressivo"...
"10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte" - José Cid, 1978"This time, Cid went for a concept more to my liking: sci-fi. The album deals with the destruction of the Earth from the usual (wars, pollution). A Man and a Woman escapes in a spaceship only to return to Earth some 10,000 years later to find the planet returned to her former beauty. If anything, this album sounds something like a Portuguese version of Eloy."
José Cid - O Caos.mp3
Há momentos que lembra Uxu na sua faceta Metaleira; não é à toa que classificaram isto na categoria de "Rock Sinfónico Progressivo"...
quinta-feira, agosto 26, 2004
Paços Brandão
E ainda, um Balho Em Paços Bandrão (perto de Santa Maria da Feira), pelas 22 horas, no Domingo, dia 29 de Agosto.
quinta-feira, julho 29, 2004
bailes sumpinpas de pré-anganzas
Todos a Setúbal, e já agora, como quem não quer a coisa, a S.Brás de Alportel (Algarve), para mais dois bailaricos de feira !
Setúbal- dia 29 Julho (5ªfeira)
22h, na feira de Santiago
S. Brás de Alportel- dia 1 de Agosto (domingo)
22h, na feira de Artesanato
Setúbal- dia 29 Julho (5ªfeira)
22h, na feira de Santiago
S. Brás de Alportel- dia 1 de Agosto (domingo)
22h, na feira de Artesanato
quarta-feira, julho 21, 2004
Mais um bailarico!!
Ainda mal regressados de mais uma grande aventura pela D'orfeu, onde convivemos na algazarra com uma quase multidão de brasileiros, equatorianos, franceses, bascos (os fabulosos OREKA TX!),e claro aguedenses (que nos recebem sempre da melhor forma:-)), vamos a mais um bailarico!! Desta vez será em Torres Novas, na noite de 6ª feira, dia 23 de Julho!
Não percam, porque mais uma vez o Vasco irá fazer o seu número arrasador de chegada ao concerto mesmo em cima da segunda ou terceira música:-) !!
Não percam, porque mais uma vez o Vasco irá fazer o seu número arrasador de chegada ao concerto mesmo em cima da segunda ou terceira música:-) !!
segunda-feira, julho 19, 2004
Baile em Águeda!!
Segunda, 19 Julho
22h Espaço d’Orfeu em Águeda FESTIVAL MESTIÇAL PENINSULAR
CONCERTO-BAILE “UXU KALHUS” (Portugal)
"Harmonias arrojadas e arranjos endiabrados num grupo que está a tocar melhor que nunca. Corridinhos, Mazurcas, Chotiças e muito mais com a pureza acústica e a potência elétrica. Um resultado explosivo que põe tudo à roda (ou em filas, conforme a dança)"
22h Espaço d’Orfeu em Águeda FESTIVAL MESTIÇAL PENINSULAR
CONCERTO-BAILE “UXU KALHUS” (Portugal)
"Harmonias arrojadas e arranjos endiabrados num grupo que está a tocar melhor que nunca. Corridinhos, Mazurcas, Chotiças e muito mais com a pureza acústica e a potência elétrica. Um resultado explosivo que põe tudo à roda (ou em filas, conforme a dança)"
terça-feira, julho 06, 2004
Montemor
6ª feira, dia 9 de Julho, mais um baile d'Uxu Kalhus, desta vez em Montemor-o-Novo, à noitinha (penso eu de que).
segunda-feira, julho 05, 2004
Mestiçal Peninsular
Eis o Mestiçal Peninsular, evento temático da d'Orfeu em 2004. Uma primeira leva de programação que abdica de nomes de cartaz e aposta em concertos de vocação étnica, capazes de retratar a grande diversidade musical da Península Ibérica. Sonoridades festivas ao terreiro, num evento que vai para além destes concertos.
A d¹Orfeu estabelece em 2004 o projecto alargado Mestiçal Peninsular, adoptando as Músicas da Península Ibérica como temática forte da sua programação de músicas do mundo deste ano. Será a oportunidade de, por uma vez, olhar para o umbigo ibérico e mostrar, fazendo passar por Águeda, a diversidade das novas e velhas músicas tradicionais, numa perspectiva regional, da Galiza ao Alentejo, das Beiras à Andaluzia, da Catalunha a Trás-os-Montes. Todas elas músicas do mundo!
Da mesma forma, se pretendem conhecer as recíprocas influências, entre os músicos e as músicas de Portugal e Espanha. Fica a certeza que a delimitação geográfica que este tema pode sugerir à partida, não condiciona seguramente a riqueza de uma eventual programação. Antes pelo contrário, pois na Península se encontram matrizes de inúmeras culturas (todo o Mediterrâneo é um caldeirão de mútuas influências e a Península Ibérica cá recebe todos esses contributos nas suas músicas).
O Mestiçal Peninsular vem na sequência da prática anual da d¹Orfeu em atribuir, a cada ano, uma temática-base à sua programação cultural: assim foi em 2002 com a Cimeira do Fole (certame dedicado à concertina) e com as Músicas do Mundo Cigano em 2003, ambos num formato fechado de festival. Já a presente temática, em 2004, se trabalhará num conceito de projecto alargado, incluindo igualmente um seminário, intercâmbios de formação e diversas oficinas de instrumentos tradicionais ibéricos até ao final do ano.
Aí está a programação de Julho do Mestiçal Peninsular, para deleite do grande público d¹Orfeu:
sáb 10 Julho 23h Espaço d¹Orfeu
DAZKARIEH (Portugal)
Sonoridades festivas e influências tribais no arranque do Mestiçal Peninsular, em noite prolongada para a juventude.
qua 14 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
FALTRIQUEIRA (Galiza)
A tradição oral da Galiza por quatro meninas "pandereteiras". Trazem nas vozes um tesouro musical tradicional cheio de frescura que vem conquistando o público português.
sex 16 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
OREKA TX (País Basco)
A melhor dupla basca de tocadores de txalaparta - quem não se lembra deles no concerto de Kepa Junkera? -, responsáveis por um espectáculo de forte impacto, dando à txalaparta o protagonismo máximo.
seg 19 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
UXU KALHUS (Portugal)
Harmonias arrojadas e arranjos endiabrados num grupo que está a tocar melhor que nunca. Corridinhos, Mazurcas, Chotiças e muito mais com a pureza acústica e a potência elétrica. Um resultado explosivo que põe tudo à roda (ou em filas, conforme a dança).
qui 22 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
ELISEO PARRA (Extremadura)
Eliseo Parra, que se apresenta com todo o seu grupo, é um grande divulgador da música tradicional peninsular, capaz de recolher o melhor da tradição ibérica para a reler e dotar com o seu talento de uma surprendente modernidade.
A d¹Orfeu estabelece em 2004 o projecto alargado Mestiçal Peninsular, adoptando as Músicas da Península Ibérica como temática forte da sua programação de músicas do mundo deste ano. Será a oportunidade de, por uma vez, olhar para o umbigo ibérico e mostrar, fazendo passar por Águeda, a diversidade das novas e velhas músicas tradicionais, numa perspectiva regional, da Galiza ao Alentejo, das Beiras à Andaluzia, da Catalunha a Trás-os-Montes. Todas elas músicas do mundo!
Da mesma forma, se pretendem conhecer as recíprocas influências, entre os músicos e as músicas de Portugal e Espanha. Fica a certeza que a delimitação geográfica que este tema pode sugerir à partida, não condiciona seguramente a riqueza de uma eventual programação. Antes pelo contrário, pois na Península se encontram matrizes de inúmeras culturas (todo o Mediterrâneo é um caldeirão de mútuas influências e a Península Ibérica cá recebe todos esses contributos nas suas músicas).
O Mestiçal Peninsular vem na sequência da prática anual da d¹Orfeu em atribuir, a cada ano, uma temática-base à sua programação cultural: assim foi em 2002 com a Cimeira do Fole (certame dedicado à concertina) e com as Músicas do Mundo Cigano em 2003, ambos num formato fechado de festival. Já a presente temática, em 2004, se trabalhará num conceito de projecto alargado, incluindo igualmente um seminário, intercâmbios de formação e diversas oficinas de instrumentos tradicionais ibéricos até ao final do ano.
Aí está a programação de Julho do Mestiçal Peninsular, para deleite do grande público d¹Orfeu:
sáb 10 Julho 23h Espaço d¹Orfeu
DAZKARIEH (Portugal)
Sonoridades festivas e influências tribais no arranque do Mestiçal Peninsular, em noite prolongada para a juventude.
qua 14 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
FALTRIQUEIRA (Galiza)
A tradição oral da Galiza por quatro meninas "pandereteiras". Trazem nas vozes um tesouro musical tradicional cheio de frescura que vem conquistando o público português.
sex 16 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
OREKA TX (País Basco)
A melhor dupla basca de tocadores de txalaparta - quem não se lembra deles no concerto de Kepa Junkera? -, responsáveis por um espectáculo de forte impacto, dando à txalaparta o protagonismo máximo.
seg 19 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
UXU KALHUS (Portugal)
Harmonias arrojadas e arranjos endiabrados num grupo que está a tocar melhor que nunca. Corridinhos, Mazurcas, Chotiças e muito mais com a pureza acústica e a potência elétrica. Um resultado explosivo que põe tudo à roda (ou em filas, conforme a dança).
qui 22 Julho 22h Espaço d¹Orfeu
ELISEO PARRA (Extremadura)
Eliseo Parra, que se apresenta com todo o seu grupo, é um grande divulgador da música tradicional peninsular, capaz de recolher o melhor da tradição ibérica para a reler e dotar com o seu talento de uma surprendente modernidade.
sexta-feira, junho 25, 2004
Sherman
Reciclagem de uma imagem postada no BSP
Isto dos Blogs o segredo está no fazer render o peixe...
O peixe, os tubarões, as tartarugas, os carangueijos, e outra bicheza que se arrasta na languidão dos Oceanos. S
e quiserem mais tiras, façam uma pesquisa com "Sherman Lagoon". Se quiserem, traduzam que eu depois publico aqui...
Isto faz parte de uma campanha subliminal para destronar o Calvin do Público e espetar lá com o Sherman... Essa é que é essa!
PS - já repararam nos detalhes da tradução (livre)? "travo fortemente almiscarado" e "ao sul de Mação"... acham que os americanos tinham uma cultura destas? o do almiscarado ainda lá chegavam; agora saber onde fica Mação ou mesmo que Mação existe, nunca na vida!!! e por isso deixo a pergunta que me anda a tirar o sono há dois dias: que raio é que vieram fazer 2500 Americanos ao Jogo Portugal-Inglaterra (Ganda vitória, por sinal)? aproveitaram as férias para dar um pulinho à luz? acham o futebol Pitoresco? gostam de ver atletas de calções a correr atrás de uma bola? vieram avivar a aliança atlântica? verdade que não percebo...
Isto dos Blogs o segredo está no fazer render o peixe...
O peixe, os tubarões, as tartarugas, os carangueijos, e outra bicheza que se arrasta na languidão dos Oceanos. S
e quiserem mais tiras, façam uma pesquisa com "Sherman Lagoon". Se quiserem, traduzam que eu depois publico aqui...
Isto faz parte de uma campanha subliminal para destronar o Calvin do Público e espetar lá com o Sherman... Essa é que é essa!
PS - já repararam nos detalhes da tradução (livre)? "travo fortemente almiscarado" e "ao sul de Mação"... acham que os americanos tinham uma cultura destas? o do almiscarado ainda lá chegavam; agora saber onde fica Mação ou mesmo que Mação existe, nunca na vida!!! e por isso deixo a pergunta que me anda a tirar o sono há dois dias: que raio é que vieram fazer 2500 Americanos ao Jogo Portugal-Inglaterra (Ganda vitória, por sinal)? aproveitaram as férias para dar um pulinho à luz? acham o futebol Pitoresco? gostam de ver atletas de calções a correr atrás de uma bola? vieram avivar a aliança atlântica? verdade que não percebo...
Música a quanto obrigas...
É só para dizer que vou tentar chegar atrasado ao teste de som em Setúbal, de uma vez por todas; estou a tentar à 3 bailes e ainda não consegui... será que é desta?
Às 7:20 da manhã vou apanhar a Carreira para a capital, numa agradável viagenzita de 4:30; depois é só ir para Setúbal, na primeira boleia que me aparecer à frente... Ao que a música obriga... e depois o pessoal pensa que isto dos músicos é só noitadas e copos... é mas é madrugadas e os copos a ser é de café!!! ou mais baldes; baldes de café!
PS - queria apanhar o das 6:15, mas por azar (ganda azar) ao Sábado não há...
Às 7:20 da manhã vou apanhar a Carreira para a capital, numa agradável viagenzita de 4:30; depois é só ir para Setúbal, na primeira boleia que me aparecer à frente... Ao que a música obriga... e depois o pessoal pensa que isto dos músicos é só noitadas e copos... é mas é madrugadas e os copos a ser é de café!!! ou mais baldes; baldes de café!
PS - queria apanhar o das 6:15, mas por azar (ganda azar) ao Sábado não há...
Este Sábado em Setúbal
Por terras sadinas, este vai ser um sábado bastante especial, todo ele
dedicado á música tradicional.
Setúbal, aqui vou eu!:-)
15h00- Tributo a Giacometti- projecção de documentário, debate, e actuação
do grupo coral "Alma Alentejana", de Peroguarda.
No Museu do Trabalho, Setúbal. (Mais informações no site da Gaita)
17h30- festa do dia do sol, com danças tradicionais e petisco. Na Quinta d'O
Bando - Vale de Baris - Palmela (mais informações no novo site dos Xumbini) (se não gostarem do novo visual, batam no Vasco)
22h00- Baile de Danças Tradicionais Europeias, incluindo Portuguesas, com o
grupo UXU KALHUS!
Na Festa da Sardinha (Av. Luisa Todi), Setúbal
dedicado á música tradicional.
Setúbal, aqui vou eu!:-)
15h00- Tributo a Giacometti- projecção de documentário, debate, e actuação
do grupo coral "Alma Alentejana", de Peroguarda.
No Museu do Trabalho, Setúbal. (Mais informações no site da Gaita)
17h30- festa do dia do sol, com danças tradicionais e petisco. Na Quinta d'O
Bando - Vale de Baris - Palmela (mais informações no novo site dos Xumbini) (se não gostarem do novo visual, batam no Vasco)
22h00- Baile de Danças Tradicionais Europeias, incluindo Portuguesas, com o
grupo UXU KALHUS!
Na Festa da Sardinha (Av. Luisa Todi), Setúbal
quarta-feira, junho 23, 2004
Programa das festas
Os próximos bailaricos da Xukalhada serão:
26 de Junho Sábado 22H00 Setúbal (Festa da Sardinha)
2 de Julho 6ª feira 21H 30 Ançã (Coimbra)
9 de Julho 6ª feira Noite (?) Montemor o Novo
19 de Julho 2ª feira Noite (?) Águeda
23 de Julho 6ª feira Noite (?) Torres Novas
1 de Agosto Domingo Noite (?) São Braz de Alportel
E depois, nas Andanças (a partir de 4ª feira, dia 4 de Agosto)!!!
26 de Junho Sábado 22H00 Setúbal (Festa da Sardinha)
2 de Julho 6ª feira 21H 30 Ançã (Coimbra)
9 de Julho 6ª feira Noite (?) Montemor o Novo
19 de Julho 2ª feira Noite (?) Águeda
23 de Julho 6ª feira Noite (?) Torres Novas
1 de Agosto Domingo Noite (?) São Braz de Alportel
E depois, nas Andanças (a partir de 4ª feira, dia 4 de Agosto)!!!
quarta-feira, junho 16, 2004
Dazkarieh: novo CD
Os Dazkarieh apresentam no dia 17 de Junho pelas 21.30h nas Ruínas do Convento do Carmo o seu segundo trabalho discográfico. Edição Bigorna, uma associação cultural que também assinou o 1º trabalho da Banda e que se prepara igualmente para lançar o album de estreia do grupo "Uxu-kalhus". O novo cd dos"Daz" tem uma primeira edição a ser distribuída pelo jornal "Blitz" a 13 e 20 de julho e uma 2ª edição, em capa de madeira, prevista para Setembro.
Este concerto de Lisboa irá contar com alguns convidados: Celina Piedade no acordeão, Pulga e Sérgio Mil Homens na guitarra flamenca e cajon, e o grupo Gaitafolia.
Um espectáculo que promete, num cenário à altura!
Tirado da Alcofa
Também lá devia estar, para soprar no meu ralchpfeifen e apoiar os músicos com que trabalho há uma catrefada de anos, mas ando com trabalho a mais, tenho um carro demasiado manhoso para fazer 700 Km sem mais nem menos e tenho 3 reuniões já marcadas... força, amigos, vai ser um ganda concerto! Que a Serra da Arada esteja convosco!!
sábado, junho 12, 2004
sexta-feira, junho 11, 2004
Chapitô "reportage"
Pois, e o amigo Luís Rei das Crónicas da Terra também faz uma referência à Xukalhada.
Eletric power, Eddy slap e Vasco Casais na área (in retorta)...
Tuti quanti badalo (in retorta).
Tradional balho (in retorta).
Joaninha cantadeira, com Sara sentada (in retorta).
Eletric power, Eddy slap e Vasco Casais na área (in retorta)...
Tuti quanti badalo (in retorta).
Tradional balho (in retorta).
Joaninha cantadeira, com Sara sentada (in retorta).
terça-feira, junho 08, 2004
CONVITE !
BAILE ESPECIAL PÉ-NA-INDIA
No Dia 9 de Junho, 4ª feira, faço bués de anos,
e gostaria de vos convidar a aparecer no espaço da
Cooperativa Mó-de-Vida* para chá, bolinhos, e
bailarico!!
Vou lá estar a partir das 21h.
Levem os vossos pais, padrinhos, e avós,
se quiserem
levem também chouriças e pães-de-lós,
e quem fôr músico leve instrumentos para tocar,
ou então cds para dançar.
Fico á vossa espera
Celina Piedade
Ps. Quem quiser jantar comigo apareça
por lá por volta das 19h30, ou telefone, que a janta será ali por perto...
* MÓ DE VIDA COOPERATIVA
Calçadinha da Horta, 19
2800-564 PRAGAL - ALMADA
Tel | 21 272 06 41
No Dia 9 de Junho, 4ª feira, faço bués de anos,
e gostaria de vos convidar a aparecer no espaço da
Cooperativa Mó-de-Vida* para chá, bolinhos, e
bailarico!!
Vou lá estar a partir das 21h.
Levem os vossos pais, padrinhos, e avós,
se quiserem
levem também chouriças e pães-de-lós,
e quem fôr músico leve instrumentos para tocar,
ou então cds para dançar.
Fico á vossa espera
Celina Piedade
Ps. Quem quiser jantar comigo apareça
por lá por volta das 19h30, ou telefone, que a janta será ali por perto...
* MÓ DE VIDA COOPERATIVA
Calçadinha da Horta, 19
2800-564 PRAGAL - ALMADA
Tel | 21 272 06 41
Programa das festas para o dia 10 de junho
10 de Junho - Portugal e o Mundo
Lisboa
Org.: Ass. PédeXumbo (em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa)
Actividades realizadas na Baixa:
17h00 - Workshop Dança Urbana (Hip Hop)
17h30 - Gaiteiros e Pauliteiros da Associaçon de Lhéngua Mirandesa
18h00 - Oficinas de Percussão Volta Ao Mundo
18h00 - Macacos das Ruas de Évora
Actividades no Palco Keil do Amaral (Monsanto):
21h00 - Gaiteiros e Pauliteiros da Associaçon de Lhéngua Mirandesa
22h00 - Uxu Kalhus
00h00 - Il Cru Fantastico
Lisboa
Org.: Ass. PédeXumbo (em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa)
Actividades realizadas na Baixa:
17h00 - Workshop Dança Urbana (Hip Hop)
17h30 - Gaiteiros e Pauliteiros da Associaçon de Lhéngua Mirandesa
18h00 - Oficinas de Percussão Volta Ao Mundo
18h00 - Macacos das Ruas de Évora
Actividades no Palco Keil do Amaral (Monsanto):
21h00 - Gaiteiros e Pauliteiros da Associaçon de Lhéngua Mirandesa
22h00 - Uxu Kalhus
00h00 - Il Cru Fantastico
segunda-feira, junho 07, 2004
10 de JUNHO
Dia 10 de Junho, haverá festa rija lá para os lados da mata de Monsanto (uuhh), mais precisamente no auditório Keil do Amaral, numa colaboração da C.M.Lisboa com a PedeXumbo e a OCARINA. Durante todo o dia haverá oficinas de dança, e quem sabe o que mais (palhaços, trapezistas, cuspidores de fogo e chimpanzés amestrados, mas não sei bem porquê, e de qualquer maneira ainda não há confirmações:-)) a única certeza que temos é que nós, UXU KALHUS, vamos lá estar pela noitinha (22h) para mais um baile DAQUELES!!
Celina
Ps. E podem aproveitar e levar-me um presente de aniversário:-)
Celina
Ps. E podem aproveitar e levar-me um presente de aniversário:-)
sexta-feira, junho 04, 2004
quinta-feira, junho 03, 2004
Ensaio de sábado
Meu povo, no próximo sábado não vou poder ensaiar, vou andar em missão por terras alentejanas, mais propriamente por Beringel. Desculpem-me todos, mas é por uma boa causa, e uma pessoa tem de fazer o que uma pessoa tem de fazer!
Fica aqui o programa das festas, a quem lhe interessar participar:
Beringel: Entre Cantares e Danças
5 de Junho - Beringel - Beja
Beringel: entre Cantares e Danças é um programa de actividades que surgiu no âmbito de um estágio curricular em Animação Sociocultural desenvolvido na vila de Beringel, concelho de Beja. Este estágio tem como temática o cante alentejano e os bailes tradicionais.
Programa:
Durante o dia estará exposta, no Mercado Publico, uma exposição fotográfica: "Reviver e Viver Beringel"
10:30h - "Conhecer Beringel", visita guiada pela vila (ponto de encontro: Mercado Público)
15h - Actuação de dois grupos:
v Grupo Coral Externato António Sérgio
v Coro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro
16h - "Conversas Cantadas e Bailadas"
18h - Workshop de Cante Alentejano
22h - Baile Tradicional
Para lá chegar: Auto-estrada para BEJA. Saída BEJA. Na estrada nacional no sentido de BEJA passa-se por Beringel, 11Km antes de Beja.
Fica aqui o programa das festas, a quem lhe interessar participar:
Beringel: Entre Cantares e Danças
5 de Junho - Beringel - Beja
Beringel: entre Cantares e Danças é um programa de actividades que surgiu no âmbito de um estágio curricular em Animação Sociocultural desenvolvido na vila de Beringel, concelho de Beja. Este estágio tem como temática o cante alentejano e os bailes tradicionais.
Programa:
Durante o dia estará exposta, no Mercado Publico, uma exposição fotográfica: "Reviver e Viver Beringel"
10:30h - "Conhecer Beringel", visita guiada pela vila (ponto de encontro: Mercado Público)
15h - Actuação de dois grupos:
v Grupo Coral Externato António Sérgio
v Coro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro
16h - "Conversas Cantadas e Bailadas"
18h - Workshop de Cante Alentejano
22h - Baile Tradicional
Para lá chegar: Auto-estrada para BEJA. Saída BEJA. Na estrada nacional no sentido de BEJA passa-se por Beringel, 11Km antes de Beja.
boas novas
Massivo komé tá-se???
Akabadinho de chegar do acert trago novidades, ideias e amizades k kero partilhar.
Estive a jamar com os os timbila muzimba e kual não foi o meu espanto, os manos PREPARARAM uma música para o nosso disco. Caso vocês concordem????? isto significa que vamos gravar em directo no acert.
tão a ver a cena??? dois bateristas, dois baixistas, quatro percussionistas, três timbileiros, bués vozes, um saxofone, um pato, um acordeão e um bouzuki-suzuki-guitarra xunga a gravarem no momento...vai ser brutal...vai ser brutalíssimo.
Também vamos aproveitar a energia dos manos para gravarem algumas coisas das nossas canções .
A música em questão, só vos digo é ...pato com laranja...penso que vocês vão curtir bué ( temos que ter cuidado com o tempo da música).
Vamos pára o acert durante dois dias, gravamos a música, mais algumas coisas, fazemos um baile em conjunto com os manos e pimba...voltamos para casa felizes e contentes.
Vai ser uma cena única...já agora... hoje (quinta) ia gravar bué cenas e o espinha não apareceu????? já telefonei, mandei mensagens e... nada????
Vou sexta para o norte e regresso segunda ( Kero estar o máximo tempo com eles, lamento não ir ao ensaio de sábado) Paulinho amigo gay, se kiseres aparece lá domingo, mas telefona primeiro. Eles kerem conhecer o resto da banda.
pessoal, estou certo que vamos curtir bué; bué este momento mágico...
O DISCO NÃO É UMA MIRAGEM... VIVA A MÚSICA TRAD...À NOSSA CUSTA´TÁ NA ÁREA.
aBRAÇO E BEIJINHOS
PS- se tudo correr bem vou deixar a gravação do ensaio dos timbila muzimba com o espinha...para vocês curtirem...ou...não.
Akabadinho de chegar do acert trago novidades, ideias e amizades k kero partilhar.
Estive a jamar com os os timbila muzimba e kual não foi o meu espanto, os manos PREPARARAM uma música para o nosso disco. Caso vocês concordem????? isto significa que vamos gravar em directo no acert.
tão a ver a cena??? dois bateristas, dois baixistas, quatro percussionistas, três timbileiros, bués vozes, um saxofone, um pato, um acordeão e um bouzuki-suzuki-guitarra xunga a gravarem no momento...vai ser brutal...vai ser brutalíssimo.
Também vamos aproveitar a energia dos manos para gravarem algumas coisas das nossas canções .
A música em questão, só vos digo é ...pato com laranja...penso que vocês vão curtir bué ( temos que ter cuidado com o tempo da música).
Vamos pára o acert durante dois dias, gravamos a música, mais algumas coisas, fazemos um baile em conjunto com os manos e pimba...voltamos para casa felizes e contentes.
Vai ser uma cena única...já agora... hoje (quinta) ia gravar bué cenas e o espinha não apareceu????? já telefonei, mandei mensagens e... nada????
Vou sexta para o norte e regresso segunda ( Kero estar o máximo tempo com eles, lamento não ir ao ensaio de sábado) Paulinho amigo gay, se kiseres aparece lá domingo, mas telefona primeiro. Eles kerem conhecer o resto da banda.
pessoal, estou certo que vamos curtir bué; bué este momento mágico...
O DISCO NÃO É UMA MIRAGEM... VIVA A MÚSICA TRAD...À NOSSA CUSTA´TÁ NA ÁREA.
aBRAÇO E BEIJINHOS
PS- se tudo correr bem vou deixar a gravação do ensaio dos timbila muzimba com o espinha...para vocês curtirem...ou...não.
quarta-feira, junho 02, 2004
Uxu, um passo sempre mais à frente
Fado acompanhado por Timbila (Eddy slap, com sangue negro nas veias), no Sardoal...
O fim do Mistério do CD desaparecido
Isto tá bera... pronto, quebro o silêncio: Uxu Kalhus vão editar o CD na Patagónia, por ser um mercado em plena expansão; estávamos a guardar segredo, mas prontos, arrebentámos pelas costuras... Por isso, se quiserem comprar o CD, terão que apanhar um Avião até Buenos Aires e depois fazer uma viagem de mais de 5000 Km (de preferência no lombo de um Asno)até chegar a uma loja chamada "Burritos Calientes al Ajillo" e aí viram à esquerda, em direção à Mercearia do Panxito. Se chegados aí perguntarem pelo Ti Manel Gaucho, ele poderá enfim indicar-vos o entreposto comercial responsável pela distribuição do CD d'Uxu Kalhus. Não tem nada que enganar! De que é que estão à espera? vão lá comprar o CDzinho, num entreposto comercial perto de si....
terça-feira, maio 18, 2004
Faca e alguidar
Aqui fica a letra (gamada do cancioneiro popular) de mais uma música pró CD, no seguimento do MATA ARANHA.
Chama-se:
FACA e ALGUIDAR
[Carolina]
O meu amor é tão lindo
Ai ó ai la ri ló lé la
Como a rosa quando abre
Ai ó ai la ri ló lô
***********************
[António]
Onde vais ó Carolina?
'spera aí que eu também vou
[Carolina]
Vou à horta a colher couves
que a minha avó me mandou
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Musicól
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
[Carolina]
Antoninho, cravo roxo
não entres no meu quintal
vem o dono, dá-te um tiro
que te pode fazer mal
**************************
[Coro]
Ao portal do seu quintal
deitou-lhe o braço por cima
[António]
- tu andas pra te casar
não mo neques Carolina
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Musicól
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
[António]
Toma lá esta facada
vai dizê-lo a tei irmão
e vai-lhe sempre dizendo
que ta dei no coração
******************************
[Coro]
Deitou-lhe o lenço por baixo
Para o sangue não correr
deitou-lhe as faces abaixo
pra ninguém a conhecer
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Musicól
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
[Coro]
A pobre da Margarida
Ai ó ai la ri ló lé la
Chora que mete terror
Ai ó ai la ri ló lô
******************************
Mataram-lhe a sua filha
Ai ó ai la ri ló lé la
Por causa do seu amor
Ai ó ai la ri ló lô
THE END
PS - o coro são 4 vozes selvagens, tipo tragédia grega...
Chama-se:
FACA e ALGUIDAR
[Carolina]
O meu amor é tão lindo
Ai ó ai la ri ló lé la
Como a rosa quando abre
Ai ó ai la ri ló lô
***********************
[António]
Onde vais ó Carolina?
'spera aí que eu também vou
[Carolina]
Vou à horta a colher couves
que a minha avó me mandou
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Musicól
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
[Carolina]
Antoninho, cravo roxo
não entres no meu quintal
vem o dono, dá-te um tiro
que te pode fazer mal
**************************
[Coro]
Ao portal do seu quintal
deitou-lhe o braço por cima
[António]
- tu andas pra te casar
não mo neques Carolina
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Musicól
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
[António]
Toma lá esta facada
vai dizê-lo a tei irmão
e vai-lhe sempre dizendo
que ta dei no coração
******************************
[Coro]
Deitou-lhe o lenço por baixo
Para o sangue não correr
deitou-lhe as faces abaixo
pra ninguém a conhecer
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Musicól
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
[Coro]
A pobre da Margarida
Ai ó ai la ri ló lé la
Chora que mete terror
Ai ó ai la ri ló lô
******************************
Mataram-lhe a sua filha
Ai ó ai la ri ló lé la
Por causa do seu amor
Ai ó ai la ri ló lô
THE END
PS - o coro são 4 vozes selvagens, tipo tragédia grega...
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